26.4.06

Fashion Marketing


O Fashion Marketing, evento de Gloria Kalil, para mim representa um marco. Apesar de todos os cursos e eventos que tem acontecido no país, são seminários como esses que demonstram o quanto a moda está se profissionalizando e o quanto as pessoas estão ávidas por informações, procurando por profissionais conceituados e focando o negócio e o marketing. A moda realmente é um mercado em crescimento e que tem muito ainda a falar e nós a ouvir, principalmente dos renomados profissionais do eixo EUA-Europa.

Infelizmente devido ao preço um pouco salgado fui uma daquelas que ficou de fora, sim o coraçãozinho dói hehehe, mas o site de Glória tem divulgado informações que tem acontecido nas palestras ( no site do SPFW também encontramos algumas reportagens). E uma das mais interessantes foi a palestra de Sarah, da LINDA E MARAVILHOSA loja conceito COLETTE.

Abaixo está as informações disponíveis do site Chic sobre a loja e sua fundadora e o porquê de tanto sucesso. É uma loja que nunca pensou no seu marketing propriamente dito, mas desenvolveu tão bem um produto e um conceito que o marketing estava embutido automaticamente.

Os segredos da Colette, modelo de concept-store
25.04.2006


Qual é o segredo de uma loja que não pensou em marketing, tem uma equipe pequena - em comparação com o porte que conquistou no mundo inteiro - e só possui uma unidade, em Paris? A Colette tem uma coisa que as outras não têm, e ela se chama Sarah, assim mesmo, sem sobrenome. Ela e sua mãe, Colette, são as donas e diretoras do espaço.

A quarta palestra do Fashion Marketing 2006 foi um fato mundialmente inédito. Sarah nunca tinha se exposto pessoalmente para falar sobre a Colette, portanto a expectativa era imensa - desde qual seria a sua aparência até o que ela revelaria em seu discurso. Na verdade, ela não expôs nenhuma fórmula mágica para passar para o público, mas apenas apontou algumas estratégias com seu jeito cativante e tímido, que não se baseiam em nenhuma lei de marketing. Vamos a elas:

. Lugar certo e hora certa. Em 1997 – ano da inauguração – as pessoas de criação se dirigiam para Nova York e Londres. Quando Sarah decidiu abrir a loja, a idéia de concept-store era diferente, não-usual. Foi um choque pela criatividade e frescor, e teve uma acolhida super-receptiva.

. Mix. Fundadora desse termo, Colette mistura estilistas com níveis de reconhecimento internacional diferentes – ou seja, descobre novidades e vende nomes grandes. Também traz nas suas prateleiras tudo quanto é tipo de produto e não só moda: CDs, DVDs, revistas, livros, objetos, gadgets. Além disso, Sarah faz um mix nos próprios manequins: ela traz silhuetas e looks prontos, com diversas marcas.

. Novidade. A vitrine da loja muda a toda semana. Colette é uma antena, e as novidades mais bacanas do mundo invariavelmente são vendidas lá, como aqueles toys para adultos, com design incríveis. As coleções exclusivas feitas para a marca são um sucesso mas tem um limite, "senão perdem o valor".

. Inclusão. Os preços da Colette vão do exorbitante ao baratinho, e ninguém se sente excluído ao visitar a loja. Eles também têm um restaurante-café no subsolo que dá a impressão de que não é preciso consumir os produtos: a Colette é ponto de encontro. A equipe também sempre arruma tudo bonitinho constantemente, para dar a impressão para o visitante de que é a primeira vez que alguém entra no local sempre.

. Instinto. A curadoria da loja é centralizada em Sarah, que tem um "olho" ótimo e um talento para perceber quem tem maturidade o bastante para crescer na moda, sem importar a idade. "O objetivo é revelar estilistas novos, que daqui a alguns anos serão reconhecidos mundialmente", Sarah explica. O jeito que a Colette funciona não foi estudado: eles fizeram o achavam que deviam fazer.

. Espontaneidade. Ela acrescenta: "jamais colocaria ali uma marca que eu não acredito, por mais potencial de sucesso que ela pareça ter".

Jorge Wakabara

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